Laboratório de Cultura de Tecidos de Plantas

CLONAGEM DE PLANTAS IN VITRO UMA REALIDADE CEFET-RP


Histórico

Tabela 1. Principais marcos no desenvolvimento da técnica de cultura de tecidos de plantas até 1987.

Período
Realizações
Referências
1878
Primeiras observações em materiais vegetais da totiotência de alguns fragmentos vegetais
Vochting
1902
Primeiras culturas in vitro com células de mesófilo da folha, sem indução de divisão celular
Haberlandt
1922
Cultura temporária de fragmentos de raiz de ervilha e milho
Kotte
1923
Cultura temporária de fragmentos de raiz de milho
Robbins & Maneval
1927
Descoberta que a auxina (IAA), promove o crescimento celular
Went
1934
Cultura indefinida de raízes de tomate
White
1934
Culturas indefinidas de calos de espécies de árvores
Gautheret
1937
Utilização de auxina (IAA) nos meios decultura de cenouras
Nobecourt
1937
Uso de tumores de híbridos de Nicotiana glauca x N. langsdorfii para produzir cultura de calos
White
1939
Reconhecimento do papel da vitamina B1
Gautheret
1942
Uso do leite de coco para mante embrióides de híbridos Datura
Van Overbeek et al.
1946
Regeneração de plantas a partir de culturas de meristemas de Tropaelum e Lupirus
Ball
1948
Descoberta de que a adenina derivada dos ácidos nucléicos aumenta a proliferação celular e a formação de gemas nas culturas de calos
Skoog
1949
Estabelecimento das culturas de endosperma
La Rue
1950
Estabelecimento de culturas de monocotiledôneas, adicionando-se leite de coco ao meio
Morel
1955
Descoberta de que a citocinina promove a divisão celular
Miller et al.
1955
Efeitos de substâncias reguladoras do crescimento transmissíveis por meio de enxertia sobre a diferenciação
Wetmore & Sorkin
1957
Estabelecimento das funcções da auxina e citicinina na indução de brotos e raízes em culturas de calos de tabaco
Skoog & Miller
1958
Descoberta da embriogênese somática para a cultura de calos de Daucus carota (cenoura)
Reinert
1960
Técnicas para o isolamento de protoplastos de tomate
Cocking
1966
Regenerou plantas haplóides de Datura
guha & Maheshwari
1987
Revisão sobre engenharia genética e transformação de plantas
Negrutiu et al.
Fonte: Mantell et al., 1994

 

Definição de propagação in vitro

É um processo pelo qual pequenos fragmentos de tecidos vivos (chamados de explantes) são isolados e cultivaods assepticamente em meio nutritivo, semi-definido ou definido. Esta técnica baseia na totipotencialidade, ou seja, na capacidade que todas as células de um organismo tem de regenerar novas réplicas do mesmo organismo, desde que sejam oferecidas condiçoes apropriadas. Cada célula possui dentro do seu núcleo informação genética para isso presumindo que as células somáticas retenham DNA funcional.

Os explantes são escolhidos de acordo com os objetivos, podendo ser desde cotilédones, folhas, raízes, meristemas, pólen, embrião e calos.

Vantagens  

  • Milhares de mudas em curto período, com o mesmo material genético da mãe;
  • Isenção de doenças;
  • Rejuvenescimento das plantas e rendimento entre 20 e 40% a mais;
  • Permite multiplicação rápida de nova variedade;
  • Independe das condições externas.

 

FOTOS DO SETOR

Prédio onde está localizado o laboratório - parte frente
 
Prédio onde está localizado o laboratório - parte de trás
 
Câmeras de Fluxo laminar
 
Esterilização em autoclave
 
Estagiária fazendo inoculação de explantes de orquídeas
 
Sala de cultura - multiplicação de orquídeas
 
Mudas de orquídeas propagadas por sementes germinadas em condições in vitro prontas para aclimatação
 

Detalhe das mudas de orquídeas

 

EQUIPE RESPONSÁVEL PELO LABORATÓRIO

Professora Elzimar de Oliveira Gonçalves (elzimar@cefetrp.edu.br)
Engenheira Florestal, Doutora em Ciência Florestal

Téc. Laboratório Mauro César Martins (mauromartins@cefetrp.edu.br)
Técnico em Agropecuária, Zootecnista e especialista em Gestão Ambiental

E-MAIL PARA CONTATO: meristema@cefetrp.edu.br