| Período |
Realizações |
Referências |
| 1878 |
Primeiras observações em
materiais vegetais da totiotência de alguns fragmentos
vegetais |
Vochting |
| 1902 |
Primeiras culturas in vitro com células
de mesófilo da folha, sem indução de
divisão celular |
Haberlandt |
| 1922 |
Cultura temporária de fragmentos de raiz de ervilha
e milho |
Kotte |
| 1923 |
Cultura temporária de fragmentos de raiz de milho |
Robbins & Maneval |
| 1927 |
Descoberta que a auxina (IAA), promove o crescimento celular |
Went |
| 1934 |
Cultura indefinida de raízes de tomate |
White |
| 1934 |
Culturas indefinidas de calos de espécies de árvores |
Gautheret |
| 1937 |
Utilização de auxina (IAA) nos meios decultura
de cenouras |
Nobecourt |
| 1937 |
Uso de tumores de híbridos de Nicotiana glauca
x N. langsdorfii para produzir cultura de calos |
White |
| 1939 |
Reconhecimento do papel da vitamina B1 |
Gautheret |
| 1942 |
Uso do leite de coco para mante embrióides de híbridos
Datura |
Van Overbeek et al. |
| 1946 |
Regeneração de plantas a partir de culturas
de meristemas de Tropaelum e Lupirus |
Ball |
| 1948 |
Descoberta de que a adenina derivada dos ácidos nucléicos
aumenta a proliferação celular e a formação
de gemas nas culturas de calos |
Skoog |
| 1949 |
Estabelecimento das culturas de endosperma |
La Rue |
| 1950 |
Estabelecimento de culturas de monocotiledôneas, adicionando-se
leite de coco ao meio |
Morel |
| 1955 |
Descoberta de que a citocinina promove a divisão
celular |
Miller et al. |
| 1955 |
Efeitos de substâncias reguladoras do crescimento
transmissíveis por meio de enxertia sobre a diferenciação |
Wetmore & Sorkin |
| 1957 |
Estabelecimento das funcções da auxina e citicinina
na indução de brotos e raízes em culturas
de calos de tabaco |
Skoog & Miller |
| 1958 |
Descoberta da embriogênese somática para a
cultura de calos de Daucus carota (cenoura) |
Reinert |
| 1960 |
Técnicas para o isolamento de protoplastos de tomate |
Cocking |
| 1966 |
Regenerou plantas haplóides de Datura |
guha & Maheshwari |
| 1987 |
Revisão sobre engenharia genética e transformação
de plantas |
Negrutiu et al. |
| Fonte: Mantell et al., 1994 |
É um processo pelo qual pequenos fragmentos
de tecidos vivos (chamados de explantes) são isolados e
cultivaods assepticamente em meio nutritivo, semi-definido ou
definido. Esta técnica baseia na totipotencialidade, ou
seja, na capacidade que todas as células de um organismo
tem de regenerar novas réplicas do mesmo organismo, desde
que sejam oferecidas condiçoes apropriadas. Cada célula
possui dentro do seu núcleo informação genética
para isso presumindo que as células somáticas retenham
DNA funcional.
Os explantes são escolhidos de acordo com
os objetivos, podendo ser desde cotilédones, folhas, raízes,
meristemas, pólen, embrião e calos.